Alunos da E. Mz. Retiro recebem certificado por participação na Olimpíada Brasileira de Cartografia

Os alunos da Escola Municipalizada Retiro, localizada em bairro de mesmo nome, participantes da III Olimpíada Brasileira de Cartografia (OBRAC), receberam certificados e medalhas de participação pelo desempenho na disputa. Os estudantes foram recepcionados pela subsecretária de Educação, Edna Lucena, e pela coordenadora geral de Políticas Pedagógicas, Elizangela Regueira, no Centro de Formação Continuada (CEFOR). Garantindo o 49º lugar na disputa, os alunos representaram o município de São Pedro da Aldeia na OBRAC e concorreram com 1.327 escolas inscritas, entre intuições municipais, particulares e estaduais, chegando até a semifinal da competição.

Foto: Lílian Souza

A subsecretária de Educação, Edna Lucena, comentou o momento. “Espero que esse trabalho tenha provocado os alunos, despertado um interesse em serem geógrafos, desenhistas, arquitetos, engenheiros, agrônomos; que essa atividade tenha proporcionado uma proximidade do olhar com o mapa. Esses estudantes fizeram um para que uma pessoa que não enxerga, conseguisse saber que no caminho tem uma árvore, uma construção”, disse.

Foto: Lílian Souza

Participaram da OBRAC os estudantes do 9º ano Geovanna de Souza, Laís Cardoso, Ana Lívia Fernandes e Ítalo Victor Silva. Os alunos foram acompanhados e auxiliados pelo professor de Geografia, Ubirajara Ramos. Ao final da solenidade, os estudantes ganharam um rodízio de massas em alusão a participação e empenho na Olimpíada de Cartografia. 

Foto: Lílian Souza

Em nome da equipe, Ana Lívia Fernandes falou sobre a experiência de participar da Olimpíada. “No começo, muita gente desacreditou da nossa capacidade por morarmos na zona rural, por termos dificuldade ao acesso à internet. Mas, já na primeira prova, tiramos nota 100 e isso foi um choque para todos. A cartografia trouxe para a gente algo que vamos levar para o resto da vida, porque se temos um sonho, precisamos lutar por ele, independente do que as pessoas falem. Agradecemos ao professor Ubirajara, à nossa diretora, aos nossos professores, especialmente a de português, Patrícia. Ficar em 49º, entre mais de mil escolas, sendo a nossa da zona rural, foi muito gratificante”, destacou.

A Olimpíada teve como objetivo principal estimular nas escolas o interesse pelas ciências, especialmente pela cartografia. A OBRAC tem abrangência nacional e é voltada para estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental e do Ensino Médio das redes pública e privada. 

Foto: Lílian Souza

A coordenadora de Políticas Pedagógicas da SEMED, Elizangela Regueira, agradeceu pelo esforço e dedicação da equipe. “A Olimpíada deve ter colocado nos alunos muitos sonhos e isso que é o importante. Quando a gente mora em um lugar longe, parece que ficamos invisíveis para as pessoas e eles mostraram que não, que podem ser sucesso independente do lugar que estão, basta se esforçar e correr atrás dos objetivos”, destacou.

A cartografia é a área do conhecimento que se preocupa em estudar, analisar e produzir mapas, cartogramas, plantas e demais tipos de representações gráficas do espaço, além de ser uma linguagem de comunicação fundamental para o entendimento da organização espacial e para compreensão do modo como a sociedade ocupa os espaços e mantém suas relações, sejam elas físicas, políticas, econômicas ou sociais.

Foto: Lílian Souza

“Estou orgulhosa pelo desempenho deles, por não terem desistido mesmo com as dificuldades e desafios que apareceram. Contamos com a ajuda e carinho do professor Ubirajara, que como amigo da escola, não mediu esforços para que os alunos vencessem as provas. Não deu para tirar o primeiro lugar na OBRAC, mas na escola eles são os vencedores que marcaram a nossa unidade”, disse a diretora Maria Helena Melo.

O coordenador de Educação do Campo e instrutor dos alunos na Olimpíada, Ubirajara Ramos, e a coordenadora do Centro de Formação Continuada, Iara Azevedo, também participaram do momento.

Ubirajara Ramos falou sobre a importância da participação dos alunos. “O objetivo foi levar para os estudantes uma visão de como funciona a cartografia. Foi algo diferente para eles. Por serem alunos de uma unidade rural, deram uma visibilidade boa não apenas para a escola, mas para o município aldeense”, explicou.

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