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CREAS trabalha no regate da cidadania dos usuários

Por Renata Souza em 10/06/2019
Imagem da Notícia: A Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos, por meio do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), tem levado diversos usuários de volta ao convívio social, ou seja, ao regate da cidadania. São pessoas que estavam envolvidas com o alcoolismo e/ou uso de drogas, com problemas de saúde mental, desempregadas, com conflitos familiares e falta de assistência e emprego. Por uma questão geográfica, São Pedro da Aldeia recebe um número expressivo de andarilhos, o que aumenta o número de casos.

 

A Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos, por meio do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), tem levado diversos usuários de volta ao convívio social, ou seja, ao regate da cidadania.  São pessoas que estavam envolvidas com o alcoolismo e/ou uso de drogas, com problemas de saúde mental, desempregadas, com conflitos familiares e falta de assistência e emprego. Por uma questão geográfica, São Pedro da Aldeia recebe um número expressivo de andarilhos, o que aumenta o número de casos.

De acordo com a Coordenadora do CREAS, Daniely Espindola, o caso de maior destaque foi de um usuário que morou alguns anos nas ruas e atualmente tem um lar. “Era um senhor com transtorno mental, viveu durante anos nas ruas, passou por institucionalização e hoje vive de forma autônoma em sua casa. Ele, agora, conta com vínculos comunitários e assistência social para seu bem-estar”, informou.

Daniele informou, ainda, que a abordagem inicial é feita com muita naturalidade. “A abordagem parte de uma recepção acolhedora por parte dos profissionais, com postura de não discriminação de qualquer natureza. Compreendemos a situação e as demandas apresentadas, tendo como objetivo o início da construção de vínculos. É muito importante compreendermos a complexidade da dimensão social, que perpassa pela situação de rua, fazemos a escuta qualificada e compreensão do contexto familiar e social dos usuários.  Muitas vezes essa primeira abordagem é feita por busca ativa nas ruas, praças e locais mapeados. Em outros casos, elas mesmas buscam o CREAS para atendimento. Na grande maioria, o trabalho é intersetorial com os demais órgãos da rede de proteção social e secretarias municipais”, explicou.

Atualmente, os casos atendidos têm relação com violência física, violência psicológica, negligência, abandono, violência sexual, situação de rua, trabalho infantil, cumprimento de medidas socioeducativas em meio aberto, afastamento do convívio familiar, entre outros.

O CREAS tem diversas áreas de atuação; entre elas está o acompanhamento especializado às pessoas em situação de rua, trabalho realizado a partir de um plano de acompanhamento individual e/ou familiar construído de forma participativa com o usuário. Em todos os casos é essencial a articulação com outras secretarias municipais, como Saúde, Habitação, Ordem pública e Trabalho e Renda. Além de demais órgãos do sistema de garantia de direitos, como Ministério Público e Defensoria Pública.

O Centro de Referência faz parte da proteção social especial, que é uma modalidade de atendimento destinada às famílias que já se encontram em situação de risco pessoal e social, e que, por consequência, resultam em violações de direitos. As principais ações são: acolhida; escuta; diagnóstico socioeconômico; orientação e encaminhamentos para a rede de serviços locais com resolutividade; orientação sociofamiliar; atendimento psicossocial; informação, comunicação e defesa de direitos; apoio à família na sua função protetiva; acesso à documentação pessoal; mobilização, identificação da família extensa ou ampliada; mobilização para o exercício da cidadania estímulo ao convívio familiar, grupal e social; mobilização e fortalecimento do convívio e de redes sociais de apoio; entre outros.