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Servidores aldeenses participam de workshop sobre acessibilidade e mobilidade urbana

Por Gabrielly Costa em 20/07/2017
Imagem da Notícia: A Prefeitura de São Pedro da Aldeia realizou nesta quinta-feira (20) um workshop de capacitação técnica sobre “Vivência e percepção de barreiras urbanas e arquitetônicas encontradas por pessoas com deficiência”. A ação contou com a participação de secretários municipais e servidores públicos, que vivenciaram os desafios enfrentados por pessoas com deficiência física e visual nos espaços públicos. A iniciativa faz parte do programa “Calçada Acessível”, uma parceria entre a Prefeitura aldeense, a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e a Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP).

A Prefeitura de São Pedro da Aldeia realizou nesta quinta-feira (20) um workshop de capacitação técnica sobre “Vivência e percepção de barreiras urbanas e arquitetônicas encontradas por pessoas com deficiência”. A ação contou com a participação de secretários municipais e servidores públicos, que vivenciaram os desafios enfrentados por pessoas com deficiência física e visual nos espaços públicos. A iniciativa faz parte do programa “Calçada Acessível”, uma parceria entre a Prefeitura aldeense, a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e a Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP).



De acordo com o Secretário de Urbanismo e Habitação, Wilmar Mureb, o objetivo é transformar São Pedro da Aldeia numa cidade mais democrática em termos de mobilidade urbana. “Vamos fazer algumas reuniões para montar o nosso Manual de Acessibilidade às Calçadas, mas era necessário ver as dificuldades primeiro para propor soluções e compilar essas dados para transformar em Lei ou Decreto, criando assim um padrão de calçada e de acessibilidade. Nosso objetivo com o workshop era mostrar como algumas pessoas sofrem para ter acessibilidade e, para isso, tivemos a participação dos secretários e de seus representantes”, explicou o secretário.



Ao todo, 21 pessoas passaram pela experiência de se locomover como deficiente visual e físico. Os participantes foram divididos em três grupos de sete integrantes e se revezaram no uso das cadeiras de rodas e dos bastões articulados. O arquiteto regional da ABCP, Luiz Gustavo Guimarães, deu orientações a respeito do uso da guia e da importância da audição e do tato, além de explicar o manuseio da cadeira de rodas.



De acordo com o representante da Associação Brasileira de Cimento Portland, é importante que os conceitos de acessibilidade da NBR 9050 sejam respeitados dentro dos projetos urbanos. 



“São Pedro da Aldeia saiu na frente com o Programa Calçada Acessível dentro da área leste fluminense, sendo recebido com um enorme interesse. Com o aval do Prefeito Cláudio Chumbinho, é o primeiro município a assinar a carta de intenção sobre o Programa. Queremos fazer um bom trabalho com os secretários e técnicos do município e esse workshop é extremamente importante”, explicou Luiz Gustavo Guimarães.



Os servidores percorreram as calçadas das ruas no entorno da Prefeitura aldeense e a Rua Rita Pereira, finalizando o trajeto no Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS). Na ocasião, os grupos preencheram um formulário apontando as dificuldades encontradas, propondo soluções e apresentando propostas. A programação foi encerrada com uma reunião para discutir os desafios enfrentados.



O secretário de Governo, Eronildes Bezerra, falou sobre a experiência. “Tudo depende da forma como você vê as coisas e nós nunca tínhamos olhado para esse percurso com um olhar diferenciado. Nesse workshop, me vi como cadeirante e deficiente visual e pude perceber o mundo de desafios que temos à nossa volta. São situações que não saberíamos que existem se não tivéssemos passado por essa experiência”, declarou.

 


Desenvolvido desde 2010, o Programa Calçada Acessível tem como objetivo orientar os responsáveis pela elaboração de projetos e obras que atuam na formulação de políticas públicas de mobilidade urbana. O programa proporciona ainda a troca de informações e experiências sobre calçadas com padronização e acessibilidade, visando a inclusão e qualidade de vida de todo cidadão, além de estimular discussões acerca de mobilidade.