Pontos Turísticos

Base Aérea Naval

Criada em 1966 e localizada na cidade de São Pedro da Aldeia, Estado do Rio de Janeiro, a BAeNSPA é a única Base Aérea Naval da Marinha Brasileira. Dentre as suas inúmeras tarefas, destacam-se: prover todas as facilidades às Unidades Aéreas da MB e ao Centro de Instrução e Adestramento Aeronaval ; executar os serviços de manutenção e reparos de 2° e 3° escalões nas aeronaves e equipamentos de aviação da MB; prestar apoio aos funcionários civis e militares lotados no Complexo Aeronaval, inclusive seus dependentes, quanto ao pagamento, rancho, assistência social, jurídica, religiosa, médica e de saúde e prestar apoio à Estação de Rádio de Campos Novos e ao Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira. A BAeNSPA também é um órgão de execução e fiscalização do Serviço Militar e ainda dispõe de um aeródromo militar que, por força da legislação em vigor, funciona como aeródromo alternativo para o tráfego da área do Rio de Janeiro.

Casa da Flor

A Casa da Flor fica no alto de um outeiro, com uma escadaria de pedras irregulares, tem vários jarros de fores petrificadas cujas pétalas são formadas por cacos de pratos marcando os níveis da escada. As paredes da pequena construção são completamente cobertas de pedaços de coisas quebradas, formando flores, mosaicos e desenhos simétricos, compondo um bordado alucinante e barroco.

Construída durante décadas com o acúmulo de restos, como búzios, conchas e outros depósitos da lagoa, detritos industriais, pedaços de azulejos e faróis de automóveis, a Casa da Flor, nas palavras de Gabriel Joaquim dos Santos, artista negro e pobre, é uma casa feita de “cascos transformados em flor”

Cercando a habitação, um estranho muro levantado com pedaços de telhas, tijolos e potes de barro.

Flores e esculturas ponteiam este muro. Por um corredor, chega-se à porta de entrada. Dentro, se vê as paredes, todas preenchidas de enfeites, milhares de cacos coloridos aplicados, numa decoração luxuriante.

Em 1899, Benevuto Roque Joaquim dos Santos, ex-escravo, comprou uma propriedade de “550 braças de terra” em São Pedro, no distrito de Vinhateiro, no limite com o município de Cabo Frio. Com a mulher e os doze filhos fundou um lar. A família e os herdeiros viveram no local. Os homens trabalhando a terra, e as mulheres fazendo potes de barro para vender.

Um dos filhos de Benevuto, Gabriel Joaquim dos Santos, nascido em 13 de maio de 1892, em São Pedro da Aldeia, tinha a intuição, segundo ele, de que iria viver sozinho. Depois do trabalho inicial de construir sua casa, terminada a obra, veio-lhe, no ano de 1923, a idéia de enfeitar a casinha. Não tendo dinheiro, ele começou a fazê-lo com o refugo das construções e coisas quebradas encontradas no lixo.

Começando com o enfeite em formato de flor, que de tão estilizado e utilizado em outras partes da casa, acabaria dando o nome para ela.

Pessoas conhecidas e vizinhos passaram a colaborar com aquela arquitetura bizarra, como o próprio Gabriel dizia: “Era uma casa feita do nada”.

Com uma singular capacidade artística, a combinação dos elementos tem atraído curiosos e especialistas. Segundo o antropólogo Claude Lévi Strauss, a Casa da Flor é uma “bricolage”, operação que consiste em remendar coisas ou fazer objetos de outros objetos.

Com 92 anos, em 3 de março de 1985, o artista sonhador morreu. Com a sua morte, a Casa da Flor corria o risco de desaparecer, mas a persistência de outros homens, que também acreditam em sonhos a tem mantido viva. Já foi tombada pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural da Secretaria de Ciência e Cultura do Estado do Rio de Janeiro (INEPAC).

Depois foi a vez da criação de uma sociedade civil, liderada pela professora Amélia Zaluar, para a preservação e divulgação da casa, com o nome de Sociedade de Amigos da Casa da Flor.

Talvez, a casa não passe de um sonho. Talvez seja como um corpo humano, dentro dela batendo o coração do homem simples que a ergueu. Por tudo isso, não há, os que ao visitarem, não se surpreendam com a sua simplicidade e beleza.

Em São Pedro, um filho de escravos fez erguer um museu, visto a capacidade do homem transformar pedras e Iixo nos mais belos ornamentos. Como mensagem Gabriel deixou sua casa, para todos os que ainda queiram sonhá-la.

Como Chegar a Casa da Flor

O acesso se fazsaindo da Praça Dr.Plínio de Assis Tavares, atravessando o Centro, pela RJ-140 (sentido Cabo Frio) até o km 6, dobrando a esquerda na estrada dos passageiros numa distância de 400 metros até chegar a ela.

http://www.casadaflor.org.br


Casa dos Azulejos

Esta casa construída pela família Feliciano Gonçalves Negreiro, no ano de 1847, fazendeiros da cidade, recebeu muitos ilustres visitantes entre eles os príncipes imperiais Isabel e Gaston de Orleans, o Conde d’Eu quando visitaram a Freguesia de São Pedro da Aldeia por volta do ano de 1868, alem de muito confortável chama atenção a sua fachada revestida de belos azulejos.

Capela de São Pedro

Localizada na Estrada do Porto, na Praia da Pitória, construída em terreno plano, convive com ela a paisagem que se incorpora ao seu redor; a praça Clíneo Guimarães, o Coreto e a Praia, formando um visual deslumbrante ao sabor dos ventos. Construída por volta de 1924, em terreno doado por Clíneo da Rocha, que participou da construção, que tem linhas simples sem estilo definido. Seu interior constitui se de um pequeno altar, com as imagens de São Pedro e de Nossa Senhora da Conceição, e o coro acima da porta frontal.

Igreja dos Jesuítas

Também no Centro, na Avenida Nilo Peçanha esquina com a rua João Martins temos a Igreja dos Jesuítas, que é uma das mais antigas do País, cuja conclusão das obras data de 1783. Da Matriz fazem parte de um conjunto arquitetônico no qual estão incluídos o antigo convento, atual salão paroquial e o cemitério da irmandade. É uma construção em pedras, cal e óleo de baleia, com paredes de 70 cm de espessura, tem uma planta retangular, telhado sem forro com telhas típicas do período colonial, torre sineira, coro, batistério e capela mor dentre muitos outros atrativos.

Canhão do Século XVI

Após uma ação guerreira de Constantino de Menelau, o capitão-mor do Rio de Janeiro, contra piratas franceses que tencionavam alojar se em Cabo Frio definitivamente decidiu que: Reconquistada a terra e fundada a cidade de Cabo Frio desde logo, seu Capitão e as autoridades, chegaram á conclusão de que o único meio de garantir a sua existência, salvaguardando-a de futuros ataques de corsários, seria defendê-la e ampará-la com duas aldeias de índios e canhões segundo recomendação feita a El Rei por Martim de Sá.

Recomendação acatada pelo capitão-mor de Cabo Frio Estevan Gomes que imediatamente mandou instalar na Aldeia de São Pedro de Cabo Frio um canhão na Praia do Sudoeste, em um lugar que posteriormente veio ser chamado de Ponta da Peça, exatamente por essa instalação, e tinha como função sinalizar ao Forte São Mateus a aproximação de invasores. Atualmente encontra-se exposto Praça Dr. Plínio de Assis Tavares.

Festas Populares e Atrações

Além das festas religiosas mais frequentes, realizadas pelas igrejas locais, São Pedro da Aldeia reúne anualmente sua população, visitantes, autoridades e convidados, no mês de maio, para comemorar sua fundação, no dia 16. Com duração variando entre três e cinco dias, dividindo-se em quatro ruas, a saber; Av. Getúlio Vargas, Av. São Pedro, Rua João Martins e Rua Agenor Santos. As inúmeras atividades da festa incluem hasteamento do Pavilhão Nacional, missa solene, alvorada, banda de música, desfile cívico-militar, inaugurações, sessão solene da Câmara Municipal, shows e competições esportivas. Tudo em clima de muita alegria, claro.

São Pedro, padroeiro da cidade e dos pescadores, é motivo de duas das principais festas religiosas do município. Seu dia é 29 de junho, mas as festas duram de dois a três dias, incluindo o fim de semana mais próximo. A mais tradicional delas acontece na Igreja dos Jesuítas (Matriz) e suas imediações. Começa no dia 28, com a procissão do mastro prossegue no dia 29, com missa solene e procissão marítima. Partindo da Praia da Pitória, embarcações transportam o Santo Padroeiro, ao som de cânticos religiosos e em meio a fogos de artifício, até a Praia de São Pedro, onde ancoram. Dali, o cortejo segue à pé até a Igreja Matriz.

Paralelamente ocorrem inúmeras atividades, como batizados, shows, leilão de gado e venda de comidas e bebidas. Outra festa, também homenageando São Pedro, acontece anualmente, no último fim de semana de julho, na Capela de São Pedro, no Porto da Aldeia, a 1,6 km da sede. Uma procissão, por terra, percorre da Praia da Pitória até a Praia de Palmiro, enquanto acontecem gincanas, atividades esportivas, leilão de prendas, além da venda de comidas e bebidas típicas em barracas armadas nas mediações da capela.

Três outros santos São Sebastião, Santo Antônio e a Imaculada Nossa Senhora da Conceição também recebem homenagens e têm seus dias festejados pela população devota de São Pedro da Aldeia.

São Sebastião é festejado em sua Capela, no Porto da Aldeia, no dia 20 de janeiro, com procissão, gincanas, queima de fogos de artifício e barracas vendendo comidas e bebidas.

Situada a 2 km da sede, chega-se á Capela de São Sebastião pegando-se a Av. Getúlio Vargas, a Estrada do Porto (SP-0I) por 1 km, virando à direita na Rua da Pitória, seguindo nesta 500 metros e dobrando à esquerda, na Rua São Sebastião, onde acontece a festa.

A Igreja de Santo Antônio faz sua festa sempre no dia 13 de junho ou no fim de semana mais próximo, numa tradição iniciada há 30 anos por pescadores devotos do santo, junto com a comunidade. As comemorações têm início na véspera, com o levantamento de mastro com a imagem de Santo Antônio. Na manhã seguinte, a população acorda ao som da banda de música local e da queima de fogos de artifício. Distante 8 km do centro da Sede, a Igreja de Santo Antônio fica na Rua Júlio Cirilo dos Santos, Baixo Grande. Percorre-se cerca de 7 km da RJ 140, direção Cabo Frio; dobra-se à direita, na Rua Afonso Faria, indo até o centro de Baixo Grande, onde situa-se a Rua Júlio Cirilo.

No dia 1º de maio, na localidade da Cruz, situada na Rua do Fogo, junto á Capela de São José, realiza-se uma festa popular constando de shows, rodeios, barracas com pratos típicos etc.

AIém de representar importante contribuição à economia do município, a indústria salineira de São Pedro da Aldeia atrai imediatamente a atenção de visitante que chega ao local, pela beleza e peculiaridade da paisagem, com o salineiro, os moinhos de vento e os tabuleiros brancos e quadriculados onde se faz a secagem, a extração propriamente dita do mineral.

O processo geralmente utilizado é primitivo. Os tradicionais cata ventos, impulsionados pelo vento constante, acionam uma bomba hidráulica que, aspirando a água da Lagoa de Araruama, lança-a nas valetas conduzindo-a aos tanques de evaporação. Após a cristalização do sal, faz-se a retirada deste, seguindo para o beneficiamento.




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