Termina, na próxima sexta-feira (23), o período de vistoria do transporte escolar referente ao segundo semestre de 2019. A inspeção veicular obrigatória é realizada a cada seis meses visando a verificação de itens de segurança, como extintor de incêndio, pneus, faróis, lanternas, buzina e cinto de segurança, além do estado geral de conservação dos automóveis. Os agendamentos para a vistoria são realizados na sede da Diretoria Municipal de Transportes, localizada na Avenida Francisco Coelho Pereira, no Centro da cidade, das 9h às 17h, mediante apresentação da documentação atualizada do condutor escolar.

Foto: Renato Fulgoni

Responsável pelo setor de Transportes da Secretaria de Segurança e Ordem Pública, Fábio Oliveira destacou a importância da inspeção nos coletivos e da conscientização dos pais para o uso do transporte regular. “Essa é uma verificação parecida com a realizada pelo Detran, onde fazemos uma inspeção nos itens obrigatórios, incluindo toda a parte elétrica e estrutural. Isso é muito importante porque nos dá uma garantia da segurança e da qualidade do serviço, principalmente porque estamos falando da condução de crianças e jovens. É fundamental assegurar que esses veículos estejam prestando um serviço correto, de forma totalmente legalizada, e que os pais estejam conscientes de que o uso do transporte irregular de passageiros é um risco para os alunos. Nós queremos também, por meio dessa ação, fazer esse alerta e coibir, de forma educativa, a prática de atividade clandestina”, destacou.

Foto: Renato Fulgoni

Os automóveis escolares devem atender padrões técnicos, de higiene e de conforto para exploração da atividade de condução coletiva dos escolares, além de cumprir as exigências previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Para a realização da vistoria, é exigido o pagamento de uma taxa de fiscalização e do “Nada Consta” da Diretoria de Transportes, referente a possíveis multas aplicadas. Após aprovado, o permissionário recebe um selo provisório, que deve ser afixado na parte interna do automóvel, em local visível. Todos os veículos licenciados, com autonomia de 401 ao 460, devem passar pela inspeção municipal.

Foto: Renato Fulgoni

O condutor escolar Carlos Alberto Martins, o “Tio Carlos”, é um dos profissionais mais antigos em atividade no município. Este ano, o condutor já foi aprovado nas duas vistorias obrigatórias. “A Lei do Transporte Escolar, regulamentada em 2003, estabelece todas as regras e obrigatoriedades e nós queremos alertar os pais para o uso do transporte legalizado. É primordial que verifiquem a documentação do profissional que está levando o seu filho, se o veículo está em condições e se está vistoriado. Nós estamos buscando fazer campanhas de valorização da categoria, com as fiscalizações em dia; isso é fundamental para que a gente possa continuar com o nosso trabalho no município”, afirmou.

Foto: Renato Fulgoni

O primeiro sinal de que o veículo escolar está dentro das normas é visual. Todos os veículos devem ter o registro da Prefeitura, bem como a faixa amarela com o nome “escolar”. “Essa faixa amarela é um alerta de que é o carro é especial, que está transportando crianças. A gente também tem adesivos de campanha que dizem ‘dê passagem’ e ‘permita que a gente chegue no horário’, porque temos deveres a cumprir. Além disso, através da lei, nós conseguimos a delimitação das nossas vagas de embarque e desembarque na porta das escolas, mas, infelizmente, alguns pais não respeitam e acabam ocupando essas vagas, e isso atrapalha o nosso trabalho. O apoio e a conscientização da sociedade são muito importantes”, ressaltou o condutor Alexandre Gomes, o Tio Alexandre, também aprovado na inspeção obrigatória.

Foto: Renato Fulgoni

Atualmente, São Pedro da Aldeia conta com 23 veículos ativos, legalizados pela Prefeitura e aptos a realizar a condução coletiva de estudantes. “O nosso foco é a segurança das crianças e a vistoria sendo feita assegura que nós estamos com todos os equipamentos adequados exigidos por lei. Nós temos um cartão de autorização que é emitido pela Prefeitura e, com isso, os pais podem estar verificando e pedindo a carteira de motorista. Nós também somos obrigados a fazer um curso de transporte escolar, que a cada cinco anos nós temos que renovar, que inclui direção defensiva e outros itens de segurança para as crianças”, salientou a condutora Alessandra Guimarães, que há 16 anos exerce a atividade em São Pedro da Aldeia.

Foto: Renato Fulgoni

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