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Agosto Lilás: Prefeitura e Marinha do Brasil realizam ação conjunta de conscientização

Evento reuniu representantes da Rede de Proteção à Mulher em São Pedro da Aldeia

Uma ação conjunta entre a Prefeitura de São Pedro da Aldeia e a Marinha do Brasil reforçou a Rede de Proteção à Mulher no município. Na quarta-feira (27/08), a Patrulha Maria da Penha da Guarda Civil Municipal (PMP) e o Centro Especializado de Atendimento à Mulher (CEAM Daiana Borges) foram convidados pelo Núcleo de Assistência Social do Comando da Força Aeronaval para uma palestra junto à Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM). 

A iniciativa teve como objetivo levar informação e promover a conscientização do público. Ao final do encontro, foi aberto espaço para perguntas, possibilitando o esclarecimento de dúvidas. Para reforçar a ação, também foi realizada uma panfletagem nos principais portões de entrada e saída da Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia de forma a ampliar o alcance da mensagem de conscientização.

A coordenadora da Patrulha Maria da Penha aldeense, GCM Rosana Andrade, apresentou estatísticas e descreveu os tipos e o ciclo da violência contra a mulher. Conforme os dados Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025, 1.492 mulheres foram vítimas de feminicídio e outras 3.870 de tentativa de feminicídio. A violência psicológica cresceu, com 51.866 registros. 

O estudo mostra, ainda, que 63,6% das vítimas são mulheres negras, entre 18 e 44 anos, e 64,3% foram mortas em casa. Os dados se estendem à família também, com 87.545 casos de estupro de vulneráveis, o maior número já registrado. Em dados gerais, a cada 11 minutos, uma mulher é estuprada no Brasil e, a cada dois segundos, uma mulher é vítima de violência física ou psicológica. Oito em cada 10 mulheres vítimas de feminicídio foram mortas pelo atual ou ex-companheiro. 

A coordenadora da PMP, GCM Rosana Andrade, destaca que a mobilização da sociedade é indispensável para combater a violência doméstica. “Estamos aqui para fortalecer a Rede de Proteção à Mulher em São Pedro da Aldeia e deixar clara a mensagem que os crimes não vão passar impunes. As mulheres aldeenses não estão sozinhas. É importante trazer esses dados, explicar como funciona a violência psicológica, física, patrimonial, sexual e moral, assim como as fases do ciclo da violência, para que os participantes sejam agentes multiplicadores de informação. A denúncia não precisa vir apenas da vítima, qualquer pessoa que veja uma situação de violência doméstica acontecendo deve pedir ajuda. Você pode estar salvando uma vida”, afirmou.

Na oportunidade, a coordenadora do CEAM Daiana Borges, Luciana de Oliveira, apresentou a estrutura e a equipe do Centro de Atendimento, além de destacar as principais ações do equipamento. “Estamos de portas abertas para todas as mulheres que desejam romper o ciclo da violência. E nosso compromisso, como rede, é levar essa informação a todos os espaços como instituições religiosas, igrejas, unidades de saúde e equipamentos sociais”, destacou.

Os graus de parentesco e de relacionamento que configuram descumprimento à Lei nº 11.340 (Lei Maria da Penha) em caso de violência contra a mulher foram explicados pela delegada titular da DEAM, Aline Vilas Boas Hacker Alvarenga.  De acordo com a delegada, para que a lei seja aplicada, a vítima precisa ser mulher, mas o agressor pode ser qualquer pessoa com vínculo afetivo, consanguíneo ou não. Ainda que a maior parte dos crimes registrados sejam cometidos por homens, são registrados, também, casos de violência entre mãe, filha e avó, tios, padastros e até patrão contra empregada doméstica pelo vínculo de convívio. 

“Nós, servidores públicos da área de segurança, passamos para a sociedade uma posição de referência, de exemplo, então a gente tem que aproveitar esse gancho para que o próprio servidor se veja nessa posição e possa ter uma atuação e sejam agentes de transformação algum colega, de alguma vítima. Que eles possam repassar essas informações apresentadas aqui”, reforçou a delegada Aline.

A iniciativa foi organizada pela Capitã-Tenente (RM-2) Moíra, assistente social do Núcleo de Assistência Social do Comando da Força Aeronaval. “Nosso objetivo é trazer esse conhecimento para todos os militares, que não são uma categoria isolada e fazem parte da sociedade. Falar sobre violência doméstica não deve ser pontual, é uma coisa contínua que deve atingir todos os públicos. O convite para a DEAM, Patrulha Maria da Penha e CEAM foi justamente para trazer essas autoridades, fortalecer o trabalho em rede e mostrar que a Marinha também está à disposição e trabalha lado a lado pelo enfrentamento da violência contra a mulher”, ressaltou.

Os guardas civis municipais Carla e Maurício, da Patrulha Maria da Penha, assim como o inspetor da DEAM, Fabrício Maturana, também participaram do evento.

Para saber mais sobre o ciclo da violência doméstica, o que configura cada tipo de violência contra a mulher e como pedir medidas protetivas on-line, CLIQUE AQUI.

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