Em um cortejo marcado por música, consciência e celebração da força feminina, a Prefeitura de São Pedro da Aldeia, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, participou de uma ação especial no Centro da cidade em alusão ao Dia Internacional da Mulher. A atividade contou com a presença do CEAM Daiana Borges e do Departamento de Direitos Humanos, que se uniram ao Grupo Ventarolas, coletivo de mulheres que utilizam o maracatu e a música como instrumentos de expressão, resistência e valorização dos direitos das mulheres.
O cortejo percorreu o trajeto da Praça Agenor Santos até a Praça Hermógenes Freire da Costa, levando ritmo, informação e reflexão para moradores e comerciantes. Durante o percurso, as integrantes entoaram cantos de luta e valorização das mulheres, enquanto representantes dos equipamentos municipais distribuíram panfletos informativos e materiais de conscientização sobre os serviços de apoio às mulheres em situação de violência.




A coordenadora do CEAM Daiana Borges, Luciana de Oliveira, falou sobre a ação. “Participar dessa atividade significa viver em um país onde a democracia nos permite demonstrar o quanto é importante lutar pelos direitos das mulheres. E o CEAM precisa estar em todos os espaços, para que nossas mulheres saibam onde pedir ajuda quando estão passando por situações de violência doméstica e assim transformar suas vidas”, comentou.
A iniciativa teve como objetivo sensibilizar a população sobre a importância do respeito, da proteção e da garantia dos direitos das mulheres, além de divulgar os canais de atendimento do CEAM. A ação reforça o compromisso da Prefeitura em fortalecer a rede de apoio, promover informação e incentivar que mulheres em situação de violência saibam onde buscar acolhimento e orientação no município.




“O ‘Ventarolas’ é um grupo percussivo de mulheres de São Pedro da Aldeia que se juntam para criar um espaço de acolhimento, de trocas e de estudo do Maracatu de baque-virado. Por isso, continuar ocupando os espaços, as ruas é missão. Por todas as que vieram antes, por todas que não podem estar conosco porque perderam suas vidas para o feminicídio, por nós que seguimos resistindo e pelas que virão depois. Pelo direito de viver, de realizarmos sonhos, de sermos felizes, seguimos juntas”, afirmou Mayla Árvore, regente do grupo.


