São Pedro da Aldeia vem fortalecendo, nas escolas da rede municipal, ações que aproximam as crianças dos ambientes naturais presentes no território. Como parte das atividades do EcoEscola – Educação Ambiental na Prática, a Coordenação de Educação Ambiental da Secretaria de Educação (SEMED) promoveu, em parceria com o Projeto Costão Rochoso, mais uma oficina do projeto Meu Pequeno Costão Rochoso. Desta vez, a atividade foi realizada na Escola M. Carlota Rocha da Silva, localizada no bairro Ponta do Ambrósio.
A iniciativa teve como foco a biodiversidade dos costões rochosos e apresentou às crianças diferentes espécies associadas a esse ambiente, como tartarugas, ouriços, peixes e tubarões. A proposta utiliza recursos de arte e educação para transformar os conteúdos ambientais em experiências práticas e sensoriais.


Para a coordenadora de Educação Ambiental da SEMED, levar esses conhecimentos para os primeiros anos da formação escolar também significa aproximar o conteúdo da realidade vivida pelos estudantes. “Levar a cultura oceânica e lagunar para as escolas dos anos iniciais é, para nós, uma forma de aproximar o conhecimento da realidade das nossas crianças. Nossos alunos vivem em um território marcado pelo mar, pelas lagoas, pelas praias, pelos costões rochosos e por tantas relações com esses ambientes. Por isso, falar sobre o oceano não é falar de algo distante, é falar sobre o lugar onde eles vivem, sobre suas famílias, suas histórias e suas próprias vivências. A parceria com o Projeto Costão Rochoso possibilita que esse conhecimento chegue às crianças de maneira lúdica, prática e significativa. Quando conseguimos transformar conceitos em experiências, observações e descobertas, o aprendizado ganha sentido e permanece”, afirmou.

Durante a oficina, os estudantes participaram de atividades com massinha de modelar e da confecção de coroas relacionadas ao tema trabalhado. A proposta pedagógica do Projeto Meu Pequeno Costão Rochoso prevê o uso de texturas, formas e modelagem para estimular a sensibilização ambiental, a coordenação motora fina e a compreensão de conceitos relacionados à ocupação dos diferentes espaços do costão. As crianças também são convidadas a conhecer os animais e refletir sobre sua relação com a água e o ambiente em que vivem.



Para o educador do Projeto Costão Rochoso, Yago Ferreira, as atividades artísticas também contribuem para o desenvolvimento das crianças e para a convivência no espaço escolar. “Além de desenvolver a criatividade, o senso de coletividade e pertencimento dos alunos, a gente também trabalha aspectos cognitivos, coordenação motora e sociabilização, porque os materiais são partilhados”, explicou.


A dinâmica também favorece a participação conjunta de professores, coordenação e estudantes. Segundo Yago, o envolvimento da equipe escolar contribuiu para que a atividade fosse integrada à rotina da unidade, fortalecendo a aproximação entre o projeto e a escola.
A proposta do Meu Pequeno Costão Rochoso parte da ideia de apresentar o costão como um ambiente que abriga diferentes formas de vida. Ao longo da oficina, os animais são apresentados às crianças e relacionados aos espaços onde vivem, permitindo trabalhar de maneira lúdica conceitos como “em cima”, “embaixo”, “dentro da água” e “fora da água”.

Ao final da oficina, os animais confeccionados pelas crianças vão compor uma representação coletiva do costão rochoso, reforçando a ideia de que diferentes espécies fazem parte de um mesmo ambiente. A proposta também orienta que, durante as visitas à praia, os animais encontrados sejam observados sem serem retirados de seus locais.
