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Monitoramento ambiental na Ilha dos Macacos registra espécie em perigo de extinção

Acompanhamento das câmeras, feito por engenheira ambiental do município, identificou Tatu-galinha e outras espécies da fauna silvestre

O monitoramento ambiental na Ilha dos Macacos, localizada no bairro São Mateus, já registrou a presença de espécies importantes da fauna local, incluindo o Tatu-galinha, animal em perigo de extinção. O resultado ganha destaque nesta terça-feira (03/03), data em que se celebra o Dia Mundial da Vida Selvagem, reforçando a importância das ações de conservação da biodiversidade desenvolvidas pela Prefeitura de São Pedro da Aldeia.

As câmeras instaladas na área são fruto de uma parceria entre a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Pesca, a Secretaria Estadual do Ambiente e Sustentabilidade (Seas-RJ) e o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), fortalecendo a atuação integrada na proteção e no monitoramento da fauna silvestre no município. As equipes especializadas realizam a leitura do material registrado frequentemente.

Entre as espécies identificadas estão o Tatu-galinha (Dasypus novemcinctus), o Cachorro-do-mato (Cerdocyon thous) e a Seriema (família Cariamidae). O Tatu-galinha é um mamífero de hábitos solitários e predominantemente noturnos. Sua alimentação é baseada, principalmente, em formigas, cupins, larvas e pequenos vertebrados. É ótimo em escavar e vive em tocas profundas. Ele destaca-se pela característica singular de gerar quadrigêmeos idênticos e do mesmo sexo.

O acompanhamento das imagens capturadas é feito pelo responsável pelo setor de licenciamento ambiental, Delci Nogueira, e pela engenheira ambiental, Mariana Peretti, que participaram também da instalação dos equipamentos junto à assessora Marta Freitas e representantes da Secretaria Estadual do Ambiente e Sustentabilidade e do Inea. “As três câmeras foram instaladas no interior da mata, em pontos estratégicos da Ilha dos Macacos. O monitoramento é realizado por meio de armadilhas fotográficas, equipamentos que registram imagens a partir da detecção de movimento, de forma não invasiva. As câmeras possuem baterias de longa duração, permitindo acompanhamento contínuo da fauna e geração de dados fundamentais para estudos ambientais e planejamento de políticas públicas de conservação”, explicou.

A ação integra o conjunto de iniciativas voltadas à criação de uma Unidade de Conservação (UC) na Ilha dos Macacos. O município avança na elaboração do projeto que prevê a transformação de uma área de cerca de 500 hectares em Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE), com o objetivo de proteger espécies ameaçadas e promover o uso sustentável do território, conciliando preservação ambiental e agricultura familiar.

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