São Pedro da Aldeia celebra Dia Nacional da Visibilidade Trans
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São Pedro da Aldeia celebra Dia Nacional da Visibilidade Trans

Roda de conversa mostra importância de falar de políticas públicas para esse público

O evento reuniu representantes do poder público e da comunidade LGBTQIA+ aldeense no Cine Estação, nesta terça-feira (1º). Para a coordenadora do Departamento de Direitos Humanos, Luciana de Oliveira, tratar políticas públicas para todos, sem exclusão é fundamental. “Sentimos cada vez mais a responsabilidade de lutar para dar total visibilidade às pessoas trans e a todas as políticas públicas que estão disponíveis nos nossos equipamentos. Temos a certeza que vamos colher os frutos desse encontro no futuro”. 

Na conversa, a psicóloga Andrea Almeida, especialista no assunto, falou da transfobia, entre outros assuntos. “Falar de transfobia é falar de um comportamento social. Esclarecendo seus direitos, sobre o tempo de cada um, sendo um comportamento social, é importante falar de responsabilidade. Com isso, tentar transformar a palavra diversidade em tranquilidade”, ressaltou a palestrante. 

Para a coordenadora de Políticas Públicas LGBTQIA+, Paula Azevedo, encontros como esse trazem à tona um assunto que muitas vezes é colocado debaixo do tapete. “Eu sou negra, sou gorda, sou mulher e sou lésbica. A pessoa trans mata 5 leões por dia para sobreviver. Só vamos viver numa sociedade igualitária, se essa temática LGBTQIA+, for tratada como política pública, na educação. Os pais, na maioria das vezes, quando percebem uma criança transgênera, não sabem como lidar com a situação”.

Foto Bruninho Volotão/PMSPA

Paula lembrou ainda da morte trágica de um travesti no último fim de semana na Região dos Lagos. “Isso é inaceitável. O Brasil é o país que mais mata transexuais e travestis no mundo e a média de idade dessas pessoas é de 35 anos no máximo. Com educação e empregabilidade podemos mudar essa situação.”

A secretária de Assistência Social e Direitos Humanos, Diana Alves, também esteve presente no evento, que contou ainda com a participação do representante do Centro de Cidadania da Baixada Litorânea I e II Cláudio Lemos, Théo Silveira, do assistente social Diogo Marialva e da advogada Rute Fiuza. A presidente da Ong Aldeia Diversidade, Laysa Jotha, também esteve presente no evento, juntamente com técnicos do CRAS, a assessora jurídica da SASDH, Dra. Ana Paula, a chefe de Gabinete, Evelyn Rodrigues e a subsecretária Thuany Pavão. O secretário municipal de Cultura, Thiago Marques, responsável pelo Cine Estação, também participou da roda de conversa. 

Fotos Bruninho Volotão/PMSPA

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