São Pedro da Aldeia participa da Operação Mata Atlântica em Pé com apoio de monitoramento por satélite
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São Pedro da Aldeia participa da Operação Mata Atlântica em Pé com apoio de monitoramento por satélite

SEMMAP realizou diligência para apurar alerta de possível supressão de vegetação nativa identificado pelo Programa Olho no Verde

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Pesca (SEMMAP) de São Pedro da Aldeia participou da Operação Mata Atlântica em Pé 2026 nesta quinta-feira (13/08). Os agentes municipais realizaram diligência para apurar um alerta de possível retirada de vegetação nativa identificado por meio de monitoramento por satélite. A iniciativa contou com a atuação dos fiscais de meio ambiente e da Guarda Ambiental do município.

O alerta foi gerado pelo Programa Olho no Verde, iniciativa da Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade (SEAS) e do Instituto Estadual do Ambiente (INEA), que utiliza imagens de satélite de alta resolução para identificar áreas com indícios de desmatamento. A ferramenta também utiliza informações de bases como o MapBiomas Alerta, contribuindo para a identificação e o encaminhamento de ocorrências aos órgãos ambientais responsáveis pela fiscalização em campo.

Para o secretário de Meio Ambiente e Pesca, Mario Flavio Moreira, o uso de ferramentas de monitoramento remoto contribui para ampliar a capacidade de identificação de possíveis irregularidades ambientais e tornar as ações de fiscalização em campo mais direcionadas. “A integração entre tecnologia, análise dos alertas e atuação dos agentes ambientais é extremamente importante, pois permite uma resposta mais ágil diante de indícios de supressão de vegetação nativa”, apontou.

De acordo com as informações do programa, o sistema permite detectar áreas com indícios de supressão de vegetação a partir de aproximadamente 200 m². Após a identificação, os alertas são analisados e validados para subsidiar as ações de fiscalização.

O fiscal Guilherme Tavares de Mello, destacou que o uso de imagens de satélite amplia o alcance da fiscalização e dificulta a ocorrência de infrações sem identificação. “Hoje, com o avanço do monitoramento por satélite, as áreas de difícil acesso também podem ser acompanhadas pelos órgãos ambientais. Os alertas permitem identificar possíveis supressões de vegetação e direcionar as equipes para a fiscalização em campo. A tecnologia amplia nossa capacidade de fiscalização e contribui para que as irregularidades sejam identificadas e os responsáveis sejam submetidos às medidas cabíveis”, afirmou.

A Operação Mata Atlântica em Pé reúne Ministérios Públicos e órgãos ambientais de diferentes estados brasileiros com o objetivo de identificar áreas de desmatamento ilegal, interromper as infrações e promover a responsabilização dos responsáveis nas esferas administrativa, civil e criminal.

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